O que é insulina?

     


O QUE INSULINA?

A insulina é o hormônio  responsável, entre outras funções, pela entrada de glicose nas células. É uma proteína produzida no pâncreas, por células especializadas, conhecidas como células beta. Juntamente com outros tipos de células, elas se distribuem como ilhas, as denominas das ilhotas de Langherans(em homenagem a Paul Langherans, cientista que as descreveu). Para cada molécula de insulina e produzida uma molécula de outra proteína o chamado peptídeo C. Embora sem função conhecida, sua dosagem é uma medida do funcionamento das células beta. Isso acontece porque, quando são secretados, insulina e peptídeo C passam primeiramente pelo fígado, Nesse órgão, a insulina é parcialmente utilizada pelo próprio fígado, ao passo que o peptídeo C passa sem ser utilizado. O peptídeo C pode, então, ser medido no plasma e constitui um marcador do funcionamento das células produtoras de insulina.

     A insulina age nas células do nosso corpo como uma chave, abrindo a porta da célula e permitindo a entrada da glicose. No caso, a fechadura e ma estrutura que existe na membrana das células, o chamado receptor de insulina. Ao se ligar ao receptor, a insulina emite sinais para que a célula permita a entrada da glicose.

     O principal estimulo para a secreção da insulina estocada e o aumento da glicose no sangue. E esse aumento acontece quando nos alimentamos. O alimento após ser processado no estomago, passa para o intestino. A simples cada desse alimento processado(bolo alimentar) no intestino ja e um sinal para que as células beta do pâncreas se preparem para secretar a insulina.

     Por ação da insulina liberada, as células passam a captar a glicose, impedindo que ocorra um aumento muito grande de sua concentração. No período de jejum, há uma tendência de queda da glicose e, consequentemente, uma redução da secreção de insulina pelas células beta. Com isso, nosso organismo passa a liberar a glicose armazenada, no sentido de manter sua concentração dentro do normal. A função da insulina, então , e exatamente sinalizar para nosso organismo em que modo deve operar, se armazenando ou liberando glicose.

     Porém, a manutenção de uma quantidade constante de glicose no sangue é vital. Isso porque, no período de jejum, as células de alguns órgãos importantes, como coração, cérebro, parte do rim e glóbulos vermelhos(hemácias), utilizam apenas a glicose como fonte de energia embora a maior parte das células de nosso organismo consiga também utilizar a gordura para esse fim.

     Entretanto, mesmo em períodos de jejum prolongado, as células beta do pâncreas continuam a secretar insulina, com o objetivo de impedir que haja uma mobilização maciça da gordura estocada no tecido adiposo, sobrecarregando o fígado e gerando corpos cetónicos em excesso. E é exatamente isso que ocorre em uma tipos de coma diabético, o coma cetoacidótico, típico do diabetes tipo1.

    Mais uma vez, obesidade, sedentarismo e alto consumo de açúcar ou de carboidratos simples são fatores que tendem a provocar o aumento do índice de glicose no sangue, forcando o organismo a produzir mais insulina, eventualmente, chegando a níveis excessivos. A produção de insulina em patamares elevados pode, por fim, ocasionar falhas no funcionamento do pâncreas ou agravando a situação quando a doença já se instalou

TIPOS DE INSULINA

     Como vimos, inicialmente as insulinas utilizadas no tratamento do diabetes, sobretudo no caso do tipo1, eram extraídas do pâncreas de bovinos ou suínos, Esses animais eram escolhidos porque a composição de sua insulina era considerada muito semelhante à dos seres humanos. Mesmo assim, não eram raros os efeitos colaterais, como alergia no local de aplicação ou fabricação de anticorpos contra a insulina injetada, diminuindo sua eficácia.

     Hoje em dia, são utilizadas insulinas fabricadas em laboratório, idênticas a do seres humanos ou com pequenas modificações, chamadas de análogos de insulina. A vantagem, nesse cenário, é que se podem criar insulinas adequadas para diferentes situações, No organismo de uma pessoa sem diabetes, oque regula a concentração de açúcar no sangue é a quantidade de insulina. Para o portador de diabetes, as regulagem pode ser feita não só pelo volume de hormônio aplicado, mas também pelo tipo de ação que ele provoca: lenta, intermediária, rápida ou ultrarrápida.

     As insulina idênticas à dos seres humanos são as denominadas insulinas R (insulinas regulares) e insulinas N (também conhecidas como NPH). A diferença entre elas está no fato de a insulina R ser pura, ao passo que a insulina N é pura com adição de cristais objetivando retardar sua absorção. Isso explica pro que o frasco de insulina R contém uma solução límpida e transparente, ao passo que o conteúdo da insulina N é opaco e leitoso. Além disso, a ação da insulina R tem início entre 30 e 60 minutos após sua aplicação, e a ação da insulina N tem início entre 2 e 4 horas.

     A alteração da molécula de insulina através de técnicas de engenharia genética deu origem aos chamados análogos de insulina, com uma grande vantagem: sua ação se tornou mais rápida que a da insulina R (insulina ultra-rápida, com inicio de ação entre 10 e 15 minutos e representada pelos análogos lispro, asparte e glulisnia) ou mais lenta que a insulina N (insulina ultralenta, representada pelos análogos determir, glargina, glargina U300 e degludeca). Essas insulinas agem por períodos prolongados, por mais de 18 horas, podendo ser aplicada, dependendo da escolha, apenas uma vez por dia. Seus efeitos são diminuir a glicemia logo após a refeição. Faz isso de forma espaçada. 

    Ideias para baixar a glicemia rapidamente, as insulinas ultrarrápidas podem ser injetadas pouco antes das refeições, ao contrário da insulina R, que precisa ser aplicada com meia horas de antecedência.

     Existem ainda as insulinas pré- misturadas, combinando dois tipos de insulina, a R e a N. A mais comum delas é conhecida como 70/30, nome que tem origem na proporção da mistura, constituída de 70% de NPH e 30% de insulina de ação rápida. São usadas pro quem não consegue fazer medições frequentes de glicemia e/ou por quem tem alguma dificuldade em fazer várias aplicações diárias. Trazem como inconveniente uma maior dificuldade no controle mais rigoroso da glicemia.

     Quem determina qual é o tipo mais adequado para cada paciente e em que situação deve ser usado é o médico - em geram, o endocrinologista. Ele costuma levar em consideração três aspectos para efetuar a escolha: tempo que a insulina leva para chagar é corrente sanguínea e o começar a agir, o momento do pico da insulina e o tempo em que o hormônio permanece em atividade no sangue. Cada uma dessas características pode ser importante em determinadas situações.

TABELA - TIPOS DE INSULINA


TIPO DE INSULINA INICIO DA AÇÃO PICO DA AÇÃO DURAÇÃO
Ultrarrápidas(asparte, lispro e glulisina 5 a 15 Minutos 30 minutos a 2 horas
3 a 5 horas
Rápidas (regular) 30 Minutos a 1 hora
2 a 3 horas
4 horas
Intermediárias (NPH ou N) 2 a 4 Horas
4 a 10 Horas
10 a 18 horas
Ultralentas
(determir,
glargina,
glargina U300 e
degludeca)
1 a 3 horas
2 a 4 horas
2 a 4 horas
2 a 4 horas
6 a 8 horas
não apresenta
não apresenta
não apresenta
18 a 22 horas
até 24 horas
mais de 24 horas
24 a 48 horas

Fonte: "Livro Diabetes" Todo os direitos reservados ao seus criadores(os,as).
Autores:
Antônio Antonietto
Antônio Roberto Chacra
Claudia Cozer kalil
Denise Duarte Lezzi
Jose Antônio Miguel Marcondes 
Christiane Nobrega Sobral.

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